Tó, o jornalista inerte
Tó, enquanto jornalista, tinha visto muitas guerras, mas não sabia como reagir nas brigas entre os seus dois filhos. Ficava simplesmente a olhar e a registar sem nada fazer.
Os 3 primeiros Auto-Retraros
A história do Pirata do Colarinho Branco
Era uma vez um pirata que tinha um imaculado colarinho branco, que acompanhava com um fato de nobre azul e sua gravata de esperança. Sempre que podia ia ao bolso vascular com o seu delicado e fino gancho dourado. Por lá procurava tesouros contemporâneos, sempre fazendo o necessário cuidado para não se magoar com a sua própria ferramenta e arte de piratear.
História inspirada na tela O Pirata do Colarinho Branco
Noite Junto ao Estádio Municipal de Leiria
A Pedra e o Riacho
Uma pedra caiu, soltou-se da encosta.
Caiu verticalmente, à gravidade exposta.
Caindo, ganhou uma velocidade silenciosa.
Parecia inconsciente e nada ciosa
Do impacto que a esperava abaixo,
Onde nascia um tímido e imberbe riacho.
O estrondo foi tal como se previa!
A pedra em queda chorou como podia.
Saltaram-lhe as lágrimas emprestadas
Pelo riacho, que estava de mãos atadas.
Ela ficou obliterada e ele desconchavado.
A Pedra lascou, o Riacho perdeu o curso, deformado.
Da relação conflituosa a pedra desfez-se de desgosto,
Dela sobrou o seu centro, o seu coração agora exposto.
Ficou sentida desse impacto, do ressalto que a levou
E projetou para uma outra ravina, de onde não mais voltou.
O riacho lá recuperou. As suas águas mais abaixo se juntaram,
Também com a descida ganhou força e vigor. Nunca abrandaram…
A Pedra agora é areia, e o rio,
Nascido do riacho, agora é mar.
Envolvem-se, revolvendo-se, sem parar.
Recriam dramas e alegrias sem findar.
Fazem-no sem saber que este estágio
Está longe de ser um eterno adágio.
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