Espelho de Água Azulado do Jardim Luis de Camões me Leiria

Espelho de água do Jardim Luís de Camões em leiria

Uma punição evitável

As vozes sussurravam!
Os olhos viam enquanto pestanejavam!
O cérebro fervilhava de actividade,
Num turbilhão que antecipava a inevitabilidade
De algo que não pode ser previsto,
Mas que podia ser, de antemão, visto.

Dentes tragam palavras,
Línguas dançam aos sons
Dos invejados dons.
Tecem-se as malhas
E perscrutam-se as falhas
Para tornar funesta
A mais bela intenção.
Esquecendo tudo o resto
Recorre-se à punição…

Um amor impossível destruído pelos acasos da História no Porto

Os Franceses vêm ai – Dizia alguém correndo aterrorizado rua abaixo.

João e Maria, no interior dum casebre escapavam aos olhares da sociedade portuense, que não compreendia este amor entre um professor da Academia Real de Marinha e Comércio e uma peixeira.

Vou ao encontro dos franceses, como homens de razão o melhor será com eles negociar e evitar a catástrofe – disse João.

Maria não o conseguiu demover e fugiu rumo à Ribeira. Provavelmente Maria foi mais uma que o rio levou ao atravessar a ponte. João parece que se enganou, foi assassinado… pela razão desconhecida de um exército em fúria.